“In the valley”
























Desculpem-me, eu sei, foram fotos a mais, mas é que o “Vale dos Gigantes” é um local extraordinário. Andar ao nível de árvores com dezenas de metros de altura não é coisa que aconteça todos os dias. E digo “ao nível” tanto no chão como lá em cima: o Tree Top Walk é uma passadeira metálica com seiscentos metros de extensão, que vai subindo subindo, até estarmos junto à copa das gigantes árvores tingle e karri. Reparem nos pontinhos nas fotos: são as pessoas. A certa altura (palavra apropriada) do percurso estamos a quarenta metros do solo e, em vez de nos admirarmos ao olhar para cima, extasiamo-nos a olhar para baixo. Os que têm vertigens não costumam apreciar muito, como percebi do comentário de uma miúda para o seu irmão, enquanto falavam do pai: “ninguém lhe disse para vir”.
Como tudo o que sobe acaba por descer, também o visitante está ao abrigo das leis da física, e acaba por vir calmamente parar a outro percurso maravilhoso: o Ancient Empire Walk. Aqui caminha-se noutra passadeira, desta vez de madeira e ao nível do chão. Logo de início fiquei com a sensação de que a qualquer momento iria ser espezinhado pela pata de um dinossauro. Havia semelhanças evidentes na forma de algumas árvores, e o ambiente “pré-histórico” ajudava. Acho que esta parte do Vale dos Gigantes é tão fascinante como andar lá em cima porque aqui está-se à distância de esticar o braço e de compreender que seria precisa muita gente de mãos dadas para envolver um destes troncos de tingle, e que estas torres com folhas já cá andam há muuiiiitos anos. Algumas estão furadas por raios ou incêndios e fazem as vezes de caverna, abrigo de madeira ou túnel. Também podem ser úteis como toca, para nós, pequenos ratos, nos escondermos dos dinossauros.
A centena e meia de quilómetros de estrada que me levou a Pemberton, onde estou a escrever e vou passar a noite, é uma alameda permanente ladeada de bosque. Aqui imperam as karri, tidas como a terceira espécie de árvore mais alta do mundo e que até são usadas para montar postos de vigia na floresta. Essas são escaláveis para os corajosos, e aqui na zona existem algumas com quase cem metros…
Na estrada havia indicações para outros percursos, como o da “Estrada das Grandes Árvores” e o “Caminho das Árvores Altas”. Pergunto se aquela por onde vim terá algum nome em especial. Se não tem, e como parei a caravana na berma e o veículo tem três metros de altura , baptizo-a agora como a “Estrada É Só Fazer as Contas”.
Como tudo o que sobe acaba por descer, também o visitante está ao abrigo das leis da física, e acaba por vir calmamente parar a outro percurso maravilhoso: o Ancient Empire Walk. Aqui caminha-se noutra passadeira, desta vez de madeira e ao nível do chão. Logo de início fiquei com a sensação de que a qualquer momento iria ser espezinhado pela pata de um dinossauro. Havia semelhanças evidentes na forma de algumas árvores, e o ambiente “pré-histórico” ajudava. Acho que esta parte do Vale dos Gigantes é tão fascinante como andar lá em cima porque aqui está-se à distância de esticar o braço e de compreender que seria precisa muita gente de mãos dadas para envolver um destes troncos de tingle, e que estas torres com folhas já cá andam há muuiiiitos anos. Algumas estão furadas por raios ou incêndios e fazem as vezes de caverna, abrigo de madeira ou túnel. Também podem ser úteis como toca, para nós, pequenos ratos, nos escondermos dos dinossauros.
A centena e meia de quilómetros de estrada que me levou a Pemberton, onde estou a escrever e vou passar a noite, é uma alameda permanente ladeada de bosque. Aqui imperam as karri, tidas como a terceira espécie de árvore mais alta do mundo e que até são usadas para montar postos de vigia na floresta. Essas são escaláveis para os corajosos, e aqui na zona existem algumas com quase cem metros…
Na estrada havia indicações para outros percursos, como o da “Estrada das Grandes Árvores” e o “Caminho das Árvores Altas”. Pergunto se aquela por onde vim terá algum nome em especial. Se não tem, e como parei a caravana na berma e o veículo tem três metros de altura , baptizo-a agora como a “Estrada É Só Fazer as Contas”.

11 Comments:
Dizes que este blog é para dares conta aos "teus amigos" da viagem que estás a fazer... é pena porque nós, os que ainda não somos teus amigos, também gostamos de aventura. Como sempre, estás rodeado de bons instantes. Confesso que tenho um pouco de inveja da tua aventura. Aproveita-a e dá-nos conta dela.
JLD
Ó Luis, que desonestidade pá! Então pegas nas fotos da Costa Rica e dizes que são da Austrália? Bem sei que a malta é pouco viajada mas mesmo assim... A propósito: Esses rapazes o que precisam é de receber um batalhão de portugueses incendiários que lhes passa logo a mania que têem as árvores mais altas do mundo... Em todo o caso, diverte-te na Costa Rica que eu vou a banhos até 20 e tal. Boa viagem.
O caminho do duende português :)
Hum!... Como eu gostava de fazer parte dessa aventura! À falta de melhor vou dando aqui uma espreitadela que também tem sabor a viajem... Continuação de férias felizes!
Sei que já estás desiludido com o Guedes que não te manda nada, mas esse tempo acabou! Vou ensiná-lo devidamente. Beijos Joana Reis
Não são nada fotos a mais, pá... Aliás, o teu forte nunca foi a palavra escrita (quem te conhece é que te topa...), por isso, despeja lá fotos da Costa Rica, do Panamá ou da Tailândia aí no velogue (e depois dizes que é da Austrália- palhaço...) e deixa-te de palavreado, ok?
E cuidado com os transvestites...
Abraasssssooo.
Viva, bom amigo.
Efctivamente tu e a natureza são bons companheiros. Que excelente idéia partilhares conosco e tua aventura.Já tentei mandar-te um mail, mas não sei se resultou e esta mensagem tb não sei se chegará até ti, porque eu e as informáticas não somos grandes amigas. Continua feliz porque este ano o nosso SPORTING espera-nos. Bjo Grande. Ligório
Por acaso já photographaste algum burro?? ou algum gato num beiral de uma janela?? Ou algum preto rastafari?? ou algum monhé em cenário urbano ocidental? ou alguma putéfia catalã?? ou alguma putéfia russa na Suiça?? não??? que merda é essa, pá???? estás a renegar as tuas imagens de marca, os teus clássicos de photographia de viaghens ó borrego????
Belo carocha laranja !! E as arvores aí não morrem de pé !
Quanto a loiras de 40 ?
Abração
Luiz Carvalho
Luís. V~e lá se fotografas menos e se comes alguma coisa, nem que seja xia de baleia. Na autocarvana é ... e andar eheheh !
Luiz
"breathtaking"
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