The (Top) End




















Desta vez cheguei a Darwin ao pôr-do-sol. Por um lado é bom chegar a esta hora a uma cidade onde se espera descansar, relaxa-se logo. Por outro, para quem andou atravessando vários “meios-do-nada”, o bulício de uma cidade jovem pode ser revigorante. Como a virtude costuma estar no meio, escolhi doses moderadas de descanso e movimento.
Das duas outras vezes que aqui tinha estado não tive tempo de conhecer muito da capital do Território do Norte, ao que eles chamam carinhosamente o “Top End” (na realidade, esta é a primeira vez que venho a Darwin sem ir para Timor), assim comecei por ficar no Top End Hotel onde “aterrei” da primeira vez, e no seu restaurante-jardim tropical onde esperava comer cangurú e crocodilo. Sete anos depois a ementa tinha umas coisas semi-asiáticas e uns bifes bezuntados de molho. E o hotel está igualzinho, com portas velhas e frágeis e quartos com o mesmo perfume anos 70. O pequeno-almoço foi uma desilusão porque a variedade de frutas tropicais desapareceu da mesa por completo com os anos. Enfim, há alguns lugares em que é difícil ser-se feliz duas vezes.
Uma caminhada para o estômago se esquecer do bife, e lá fui eu inspeccionar a Mitchell Street, que também é a rua onde fica o hotel. Aqui sim, há mudanças: agora a “movida” de Darwin parece ter-se movido para os numerosos bares e restaurantes que atraem tanto turistas como os locais, os “territorians”. O “deitar cedo” depois de conduzir, e o “cedo erguer” dos dias passados agarrara-se ao organismo, por isso a noite de sábado acabou comigo esticado na cama “king-size”. Dormi como um rei.
A ressaca de cidade teve o seu reflexo no consumismo de domingo, que aproveitei para dedicar à compra dos “recuerdos” da praxe e para me aperaltar em traje domingueiro tropical com vista a ir ao Mercado da Praia de Mindill. Finalmente pude comer bem! A quantidade de tasquinhas japonesas, indonésias, gregas, italianas e até timorenses (pena não haver portuguesas, mas o bacalhau nos mares da Noruega não perde pela demora e já deve estar a tremer, não de frio, mas só de pensar que vou regressar e por isso os pescadores vão ter de exceder as quotas) dizia eu, a quantidade deve ser proporcional à gula que toda a gente para ali leva. E não basta a fome do corpo ainda se sacia a fome de espírito com músicos de rua, teatro de marionetas e números circences. Um belo final de domingo com direito a mais um pôr-do-sol.
Ainda lembrado do livro “Na terra dos cangurús” de Bill Bryson, achei por bem dedicar a manhã do último dia na “terra dos cangurús atropelados” para a cultura e a ciência e fui ao Museu e Galeria de Arte do Território do Norte, onde depois de um chá gelado caseiro, com vista para o mar, me adentrei por entre quadros, utensílios, mapas, e tudo o que se pode imaginar sobre etnologia e arte ligadas aos donos de Darwin, que são os aborígenes, pois seguindo a lei de que já vos falei atrás, novamente se mexeram e reclamaram as terras de Darwin e sua península. Estão à espera da decisão final.
Mas eu vim a este museu por dois motivos em especial: as terríveis alforrecas e o Ciclone Tracy. E ainda tive um bónus que desconhecia e que é o “Sweethart” um crocodilo embalsamado, com uns cinco metros que parece ainda ter fome, mesmo empalhado. Para além dos incontáveis insectos, aranhas, répteis, peixes, ossos de animais pré-históricos, e devidas explicações, ali estavam elas, as alforrecas a que eles chamam “box jellyfish”, dentro de umas vitrines, cautelosamente mortas, e provavelmente no Inferno pois têm a fama de animal mais venenoso do mundo. Por estas e pelos “crocs”, é que o pessoal do norte da Austrália não vai muito a banhos de mar…
A última secção do museu é dedicada ao ciclone que destruíu Darwin pela segunda vez, e que conseguiu causar muito mais danos do que os esquadrões de bombardeiros japoneses na II Guerra Mundial. As fotos da exposição e os filmes projectados têm demasiadas semelhanças com as que todos vimos do furacão Katherine. O Tracy varreu Darwin do mapa na noite de Natal de 1974 e, como bem diz Bill Bryson no seu livro, o pequeno cubículo escuro é a parte mais intensa da exposição. Antes de abrir a porta reparei no pequeno aviso colocado à entrada e que avisa os visitantes de que aquela sala pode causar angústia, em especial a quem viveu essa noite de pavôr. Digo-vos eu que estava bem longe nesse Natal, que os sons gravados por um padre nessa noite são mesmo angustiantes. O silvo contínuo do vento, como se fosse um motor gigantesco que parece estar perto mas não se aproxima, telhados e janelas a bater, o estilhaçar de vidros, coisas pesadas a caírem. O som parece mais terrível do que as imagens e não admira que os dois miúdos que entraram comigo não se tenham demorado muito na sala não fosse aquele ser o barulho do Papão.
O que faltava do dia passei-o a “flanar” pelo porto e pela zona do parlamento onde conheci o Timothy e a Doreen nos jardins, dois “homeless” que estão juntos há dezoito meses (parece que nesta viagem os “homeless” simpatizaram comigo, e uso a expressão em inglês porque o mato lhes dá o abrigo, tal como ao Abdul). Como me explicou o barbudo desdentado, a sua mulher aborígene também tem sangue árabe pois é descendente de afegãos que vieram no século XVIII para a Austrália como tratadores dos dromedários usados nas caravanas que faziam o comércio igualmente por estes desertos.
Esta mistura de povos, da qual até os portugueses fazem parte, torna a Austrália um país ainda mais rico, com tradições que se cruzam e, embora só recentemente os Aborígenes comecem a ter os seus direitos reconhecidos, a tolerância parece ser palavra de ordem. E a boa vontade. Como diz o Tom Zé, “sei que não dá para mudar o começo, mas se a gente quiser vai dar para mudar o final”.
Acabo esta parte da minha viagem de sonho pela Austrália com o objectivo principal cumprido, e que agora revelo: viajar dentro de mim. O único formigueiro agora, não está em nenhuma foto, sinto-o à medida que o regresso se aproxima e as saudades que tenho de vocês já não se apaziguam com a escrita.
Até já.
Aqui fica também o filme final da viagem.
Das duas outras vezes que aqui tinha estado não tive tempo de conhecer muito da capital do Território do Norte, ao que eles chamam carinhosamente o “Top End” (na realidade, esta é a primeira vez que venho a Darwin sem ir para Timor), assim comecei por ficar no Top End Hotel onde “aterrei” da primeira vez, e no seu restaurante-jardim tropical onde esperava comer cangurú e crocodilo. Sete anos depois a ementa tinha umas coisas semi-asiáticas e uns bifes bezuntados de molho. E o hotel está igualzinho, com portas velhas e frágeis e quartos com o mesmo perfume anos 70. O pequeno-almoço foi uma desilusão porque a variedade de frutas tropicais desapareceu da mesa por completo com os anos. Enfim, há alguns lugares em que é difícil ser-se feliz duas vezes.
Uma caminhada para o estômago se esquecer do bife, e lá fui eu inspeccionar a Mitchell Street, que também é a rua onde fica o hotel. Aqui sim, há mudanças: agora a “movida” de Darwin parece ter-se movido para os numerosos bares e restaurantes que atraem tanto turistas como os locais, os “territorians”. O “deitar cedo” depois de conduzir, e o “cedo erguer” dos dias passados agarrara-se ao organismo, por isso a noite de sábado acabou comigo esticado na cama “king-size”. Dormi como um rei.
A ressaca de cidade teve o seu reflexo no consumismo de domingo, que aproveitei para dedicar à compra dos “recuerdos” da praxe e para me aperaltar em traje domingueiro tropical com vista a ir ao Mercado da Praia de Mindill. Finalmente pude comer bem! A quantidade de tasquinhas japonesas, indonésias, gregas, italianas e até timorenses (pena não haver portuguesas, mas o bacalhau nos mares da Noruega não perde pela demora e já deve estar a tremer, não de frio, mas só de pensar que vou regressar e por isso os pescadores vão ter de exceder as quotas) dizia eu, a quantidade deve ser proporcional à gula que toda a gente para ali leva. E não basta a fome do corpo ainda se sacia a fome de espírito com músicos de rua, teatro de marionetas e números circences. Um belo final de domingo com direito a mais um pôr-do-sol.
Ainda lembrado do livro “Na terra dos cangurús” de Bill Bryson, achei por bem dedicar a manhã do último dia na “terra dos cangurús atropelados” para a cultura e a ciência e fui ao Museu e Galeria de Arte do Território do Norte, onde depois de um chá gelado caseiro, com vista para o mar, me adentrei por entre quadros, utensílios, mapas, e tudo o que se pode imaginar sobre etnologia e arte ligadas aos donos de Darwin, que são os aborígenes, pois seguindo a lei de que já vos falei atrás, novamente se mexeram e reclamaram as terras de Darwin e sua península. Estão à espera da decisão final.
Mas eu vim a este museu por dois motivos em especial: as terríveis alforrecas e o Ciclone Tracy. E ainda tive um bónus que desconhecia e que é o “Sweethart” um crocodilo embalsamado, com uns cinco metros que parece ainda ter fome, mesmo empalhado. Para além dos incontáveis insectos, aranhas, répteis, peixes, ossos de animais pré-históricos, e devidas explicações, ali estavam elas, as alforrecas a que eles chamam “box jellyfish”, dentro de umas vitrines, cautelosamente mortas, e provavelmente no Inferno pois têm a fama de animal mais venenoso do mundo. Por estas e pelos “crocs”, é que o pessoal do norte da Austrália não vai muito a banhos de mar…
A última secção do museu é dedicada ao ciclone que destruíu Darwin pela segunda vez, e que conseguiu causar muito mais danos do que os esquadrões de bombardeiros japoneses na II Guerra Mundial. As fotos da exposição e os filmes projectados têm demasiadas semelhanças com as que todos vimos do furacão Katherine. O Tracy varreu Darwin do mapa na noite de Natal de 1974 e, como bem diz Bill Bryson no seu livro, o pequeno cubículo escuro é a parte mais intensa da exposição. Antes de abrir a porta reparei no pequeno aviso colocado à entrada e que avisa os visitantes de que aquela sala pode causar angústia, em especial a quem viveu essa noite de pavôr. Digo-vos eu que estava bem longe nesse Natal, que os sons gravados por um padre nessa noite são mesmo angustiantes. O silvo contínuo do vento, como se fosse um motor gigantesco que parece estar perto mas não se aproxima, telhados e janelas a bater, o estilhaçar de vidros, coisas pesadas a caírem. O som parece mais terrível do que as imagens e não admira que os dois miúdos que entraram comigo não se tenham demorado muito na sala não fosse aquele ser o barulho do Papão.
O que faltava do dia passei-o a “flanar” pelo porto e pela zona do parlamento onde conheci o Timothy e a Doreen nos jardins, dois “homeless” que estão juntos há dezoito meses (parece que nesta viagem os “homeless” simpatizaram comigo, e uso a expressão em inglês porque o mato lhes dá o abrigo, tal como ao Abdul). Como me explicou o barbudo desdentado, a sua mulher aborígene também tem sangue árabe pois é descendente de afegãos que vieram no século XVIII para a Austrália como tratadores dos dromedários usados nas caravanas que faziam o comércio igualmente por estes desertos.
Esta mistura de povos, da qual até os portugueses fazem parte, torna a Austrália um país ainda mais rico, com tradições que se cruzam e, embora só recentemente os Aborígenes comecem a ter os seus direitos reconhecidos, a tolerância parece ser palavra de ordem. E a boa vontade. Como diz o Tom Zé, “sei que não dá para mudar o começo, mas se a gente quiser vai dar para mudar o final”.
Acabo esta parte da minha viagem de sonho pela Austrália com o objectivo principal cumprido, e que agora revelo: viajar dentro de mim. O único formigueiro agora, não está em nenhuma foto, sinto-o à medida que o regresso se aproxima e as saudades que tenho de vocês já não se apaziguam com a escrita.
Até já.
Aqui fica também o filme final da viagem.

32 Comments:
O bom filho à casa torna!!! Tamos cheios de saudades e de curiosidade!!! Obrigado, obrigado, obrigado, pelo passeio maravilhoso, pelos sorrisos e pela magia de viajar todos os dias por um olhar diferente.
Bjs
Lena
Foram mesmo kilos de posts e de vídeos... Sensaaacionais ...
Obrigada e
Bom regresso à origens :)
Z.
Não foram raras as vezes que dei por mim a acompanhar esta viagem através do Google Earth.
Obrigado pelos teus magníficos relatos!
é pá! estava a ver que nao voltavas... é que já irrita tanta viagem, tanto mundo debaixo dos pés. Em breve estarás na boa e velha "Saint Marcus" que te acolherá com um ventinho fixe. Estou desejoso de um jantarzinho regado de conversa boa. Tu mandas-me a chave pela janela, riscamos mais um carro... e tudo está normal. Menos tu... que estás um bocadinho diferente porque foste ao fundo de ti mesmo... e voltaste.
"VITRIOL - Visita Interiorem Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem" que será qualquer coisa como "visita o interior da terra e, retificando-te, encontrarás a pedra oculta”.
Já tenho saudades tuas pá...
até já
J.
ps: o Costa ganhou o dia com essa foto do gajo do "porto"
Espero que nessa viagem ao fundo de ti te tenhas (re)encontrado. Obrigada por a teres partilhado. Se quiseres contar as aventuras ao vivo e a cores u know where to find me. Até já e boa viagem de regresso a casa.
Foi com enorme prazer que durante este mês pude acompanhar esta viagem de sonho.
Pude assim viajar diariamente sem sair do mesmo sítio... mas acho que, como o referes, também viajei um pouco dentro de mim.
Obrigado por teres partilhado esta tua viagem.
Fico à espera de te encontrar após o regresso.
Abraço
5tranger
P.S. Aqui fica o filme final em formato WMV.
O melhor elogio que posso fazer é dizer que gostava de fazer essa viagem contigo. Mas, quem sabe, pode ser que te acompanhe na Austrália parte II e parte III. Ou, mesmo, por aí...
5tranger,
Obrigada pelo trabalho de conversão dos filmes. Ao contrário dos "Mac Maniacs" que só sabem criticar, tu foste o único com poder de acção. Sem saber quem és, já és o meu herói.
Teresa
Puto,
Agora podes ir vender a reportagem às boas revistas de viagens que existem em Portugal: AVoltaaoMundo ou a BlueTravel. Ah, mas não te esqueças de, no caso da VM de juntares estados d'alma tipo Teresa Carvalho e nunca repitas adjectivos e, já agora, nenhuma palavra. Parece que o sr. director não aprecia. No caso da Blue é mais fácil: juntas duas ou três fotografias de maçanetas de portas, uma gaja ou outra com um véu esvoaçante, dessas que tenha fotografado em qualquer outro lado do Mundo e nem te preocupes com o texto. O director, o big boss e os eventuais leitores não sabem ler...
Abrasssssoooooo (com ç de çedilha...)
Fantástica aventura e fabulosas fotos! É sem dúvida a viagem de uma vida. Como amante de viagens, este é um destino que tenho em lista de espera para quiçá um dia poder concretizar. Já esteve para acontecer por mais do que uma vez, mas por uma razão ou outra acabou por abortar. Com os textos e fotos que publicaste ainda me aguçaste mais o apetite. Vou criar um link no meu blog para que mais pessoas possam ter acesso a esta espectacular aventura. Até breve.
Pronto bom Luis, chega de laré. Resumindo: grandes photographias (para mim e para o resto da pandilha não é novidade), textos com muita piada e observações de uma honestidade cristalina. Continuas um puro. Ah, por falar nisso, o shô Sancho Urraco tenha juizinho: a próxima vez quem vai com o Luis sou eu: para completar a Oceania e publicar num sitio a sério.
Bom. Conhecendo-te, ó Luis, imagino que a viagem te serviu algum propósito além da observação de baleias e outro bicharame(por acaso no outro dia observei algumas no Alvor; vês? Não é preciso ir ao fim do mundo para ver cetáceos); se realmente foste ao fundo de ti, espero que ao menos tenhas inspeccionado o pâncreas, os rins e os adiposos que guardavas na pança antes de voltares a ser magro.
Posto isto, guarda a viagem onde a deves guardar -- na cabeça e no coração, pá -- e deixa lá as putas das buscas interiores para os atormentados profissionais. A vida é maravilhosamente simples e tu não és desse campeonato, mano. Ademais, eu sei que tu sabes que nós sabemos que tu sabes qual é o verdadeiro GOZO de uma viagem -- seja à Austrália, a Bulgália ou a Itália [a Gália só no Astérix]. Abração, estimações e marca lá o jantarito com a pandilha irrepetível.
O resto não interessa nada, exceptuando -- ora preste lá atenção, seu pastor -- uma ou outra admiradora que talvez tenhas arranjado à conta da palheta e da bonecada que foste despejando no blogue; abraço-te e dá um grande beijinho à tua Mãe;
PS --Notaste? o cabranete do Gama está viperino como nunca: mas tem pilhas de graça, o gajo. Vá, zé, reconhece.
Tenho é saudades da ópera matinal que o nosso Gama usava para acordar bêbados, e letárgicos; quantas almas sensíveis penaram à conta daquele vozeirão infernal!... o gajo cantava Abba e parecia Wagner.
A sede de uma espera só se estanca na torrente. Li, por isso, duma vazante só.
But darling then, I'll read again, back from the start (and again and again)
São sem duvida fotografias espectaculares, sensacionais! Adorei esta viagem! Parabéns!
Retratos de Viagens
Que grande sequencia de fotos, quem me dera.
que lentes e camaras usaste?
1 abraço
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O Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA) e a Associação de Estudantes do Instituto Superior de Agronomia convidam a participar no debate
OGM: O debate em falta - Riscos e (in)certezas da engenharia genética na agricultura
30 de Outubro, 14h00 – Sala de Actos do Instituto Superior de Agronomia | ENTRADA LIVRE
As posições dos vários actores no debate dos organismos transgénicos estão divididas. Enquanto que uma parte está seriamente convicta de que a aplicação da engenharia genética na agricultura é o caminho a seguir na agricultura global, a outra parte acredita que a utilização de OGM* é semelhante à abertura da caixa de Pandora, contendo toda uma série de riscos e ameaças para o ambiente, saúde humana e sociedade em geral. Muitas questões pairam no ar: De que riscos se tratam? O que sabemos destes? E o que não sabemos?
Apesar de estas questões serem por si só suficientemente difíceis de responder, outra série de questões apresenta-se como fulcral: Quem são exactamente os actores no debate? E, por outro lado, como decidimos como cidadãos se consideramos os riscos aceitáveis em comparação com os benefícios que se proclamam?
Há muito em jogo. De todas as formas, o debate está aberto.
MAIS INFO: http://gaia.org.pt/node/2563
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